quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Que sirva de inspiração

Recentemente, em 2005/06, foi Nuno Gomes quem bisou no ecoponto azul e mostrou a raça e o querer do Sport Lisboa e Benfica.

14 anos antes, na época de 90/91, jogou-se o encontro do título. Quem ganhasse ficava com tudo para se tornar Campeão. No final da 1ª volta o clube do cavalo marinho levava vantagem de 2 pontos, mas o Benfica fez uma campanha de 12 vitórias consecutivas e chega à horta de antas com 1 ponto de avanço.
Na 2ª parte Pacheco (que recentemente admitiu que a pior coisinha que fez na carreira foi sair do Benfica para ir para os hortaliceiros) dá lugar a César Brito (na foto com Valdo) e este espeta duas bombocas num ápice. Foi para aí 3 toques na bola = a 2 golos. Soberbo.
Abaixo segue foto da capa da revista Benfica Ilustrado de Abril de 1991 (nº14). Guardo-a religiosamente desde o dia em que a comprei. Na capa estão, Isaías, Mats Magnusson, Silvino, Thern, Rui Águas, Valdo e outros não identificáveis. Todos em festa.

Agora sejam pacientes e estejam atentos ao texto abaixo. É a transcrição exacta de uma reportagem (publicada no Benfica Ilustrado) acerca do que se passava na arbitragem na altura (há 18 anos).
“Mas existiu outro vector que contribuiu para a reviravolta que o Benfica operou no Campeonato. Esse vector é formado em advocacia, é, abertamente, adepto do FC Porto e tem por graça Lourenço Pinto. Ninguém duvide que foi o afastamento de Lourenço Pinto que permitiu equilibrar o que andava desequilibrado. Muito objectivamente, ninguém poderá afirmar que os «azuis e brancos» possuem melhor conjunto de jogadores que o Benfica. O nome que fazia a diferença era, muito claramente, o de Lourenço Pinto, um homem obcecado pelo azul.
Quando Lourenço caíu, tombou também um pouco da estratégia de um dirigente do FC Porto. As nomeações dos árbitros para cada partida começaram a ser claras, óbvias, cristalinas até. O critério era «apenas» um: os melhores para os jogos previsivelmente mais complicados. A diferença foi enorme porque antes não existia…critério algum! Continuaram a existir erros na arbitragem , mas isso é pura e simplesmente inevitável. O importante é deixar que esse processo natural não seja…artificialmente potenciado.
O factor arbitragem tornou-se claramente importante na partida que todos entendem ter «decidido» o «Nacional»: o Porto-Benfica. Aí esteve o melhor árbitro (e só por isso contestado pelos personagens menores do luso pontapé na redondinha), aí não teria estado Carlos Valente se Lourenço estivesse na presidência. Alguém tem dúvidas?
Carlos foi (mesmo) Valente, e nem mesmo o seu fiscal, que teve a suprema infelicidade de ficar próximo do «banco» portista, se atemorizou.
Foi uma demonstração sensibilizante de coragem e amor à verdade (e logo à arbitragem). Quantos mais, em Portugal ou na China, estariam em condições de fazer o mesmo? É que, sem a honestidade do trio de arbitragem, teria sido impossível que a melhor equipa triunfasse.”

EU AMO O BENFICA

2 comentários:

KatariNNa disse...

E eu também amo o Benfica...
Saudações Benfiquistas

Duque de Loulé disse...

A reportagem da arbitragem parece actual. Os abusos, influências e compadrios continuam a existir.
FORÇA BENFICA